Romeu e Julieta, a obra que o Balé Teatro Guaíra estréia no próximo dia 23, está em fase final de sua montagem. A produção está sendo preparada com especial cuidado em todos os seus aspectos. Para tanto, o Centro Cultural Teatro Guaíra tem utilizado seu “Barracão”, antes apenas um depósito de cenários antigos, como um centro de produção que integra a construção e montagem do grande cenário e os ensaios do corpo de baile.
Quem chega ao “Barracão” do Teatro Guaíra, no Bairro do Ahu, que antes tinha como função única a guarda dos antigos cenários, surpreende-se com a movimentação de técnicos, bailarinos e ensaiadores. A grande estrutura em metal vem recebendo os últimos retoques, ao tempo em que os bailarinos já a utilizam
de toda a história.
Ao mesmo tempo, a costura finaliza as grandes cortinas que servirão de fundo, para a confecção das quais foi necessária a utilização de espaços antes não imaginados para servir aos serviços técnicos de

A equipe de vovôs da cenotécnica, diretamente responsável pela construção do cenário, conta do prazer de realizar o trabalho e como cada um se envolveu ao longo do tempo com a atividade.Irineu, avô de três netos, há 35 anos trabalha na construção dos cenários do Teatro. Era mecânico de máquinas pesadas: tratores, colheitadeiras e outras de grande porte, quando a empresa fechou. A procura de emprego, alguém lhe informou que era possível “trabalhar no Guaíra. Vim ver o que era. Vi que era possível fazer o trabalho e fui ficando”, conta. A experiência como mecânico de grandes máquinas serviu como base para a operação da maquinaria de palco, mas ainda lhe possibilita a criação de diversos instrumentos e mecanismos necessários à movimentação de cenários. Segundo ele é um trabalho que proporciona muito prazer porque tem que lidar sempre com o novo, uma vez que a cada produção as exigências são diferentes. Relata que uma das maiores satisfações é planejar a solução para determinado cenário e vê-la funcionar depois de pronta.
Mineiro, campeão de netos da equipe, tem seis, há mais de duas décadas no teatro, também tem suas origens profissionais na construção civil. Aprendeu com um tio o ofício de “construir casas”, tudo aquilo que se referia a construção e acabamento “do piso ao teto”. Por acaso foi um dia à casa de um diretor do Teatro Guaíra fazer uma entrega de material e havia um problema com a construção da churrasqueira, que os pedreiros da empresa não conseguiram resolver. Chamado a terminar a obra, conclui-a rápido e da forma desejada pelo cliente. Este convidou-o a vir fazer uma experiência no Teatro, já que ele sabia de carpintaria, serviços de alvenaria, eletricidade e hidráulica. Veio, fez os primeiros serviços, integrou-se à equipe, já passou por diversas funções dentro da equipe técnica e hoje participa da elaboração e construção dos cenários.
Agora os ensaios passam a ser realizados no Guairão para que se possam fazer os ajustes finais de cenários e figurinos e se incorpore a luz ao espetáculo.
A música terá a regência do maestro italiano Adrea Di Mele que se confessa fã da música de Prokofiev e que, apesar de gostar muito de toda a obra, suas sinfonias e concertos, Romeu e Julieta é especial. “A música do balé de Prokofiev tem a capacidade de transmitir de forma exata a emoção do drama de Shakespeare. Mesmo que o espectador não pudesse ver a cena distinguiria prontamente a paixão, o ódio, a raiva e outros sentimentos que compõem a trama”, diz o maestro.
Fonte: Site Teatro Guaíra
3 comentários:
que bonito o registro do trabalho destes construtores.parabens teatro guaira, será um grande sucesso.
esbanjando engenho e arte
Quero dizer que também participei do filme "Cafundó" com Paulo Beti e Lázaro Ramos. Podem conferir na Internet no endereço http://www.interfilmes.com/filme_16763_Cafundo-(Cafundo).html.
Aiiiii Poooooode!!!!
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