sexta-feira, 30 de maio de 2008

Jackson Zieliniski De Oliveira "Jack" - iluminador

Jack

Jack pode ser considerado um novato no Teatro Guaíra, mas não no ramo em que atua. Há 3 meses apenas no Teatro Guaíra já participou de uma grande montagem na técnica do Balé Romeu e Julieta.

Antes de vir para o Teatro trabalhou em outros locais, onde por mais de 12 anos mexeu com shows e eventos.Porém pela primeira vez ele trabalha com essa área mais cultural. Nas palavras do próprio Jack “Trabalhar no Teatro tem sido muito bacana e uma nova experiência”.

Bem diferente das outras produções com que trabalhava, o Balé Romeu e Julieta o surpreendeu em vários aspectos. O técnico que acompanhou a todas as apresentações, diz que a resposta do público foi melhor do que ele esperava e o resultado final também.

Fora do Teatro Jack é muito bem casado e tem uma linda filha de 10 anos.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Silseu Alionço - cenotécnico

Silseu Alionço - cenotécnico

Silseu trabalhou no Teatro Guaíra durante os anos de 1986 a 1994 como iluminador. Até ser convidado a trabalhar no Teatro Municipal de São Paulo, onde esteve por 7 anos como Coordenador de Palco.

Silseu conta que todos os trabalhos que já fez foram importantes, especialmente os de São Paulo, onde teve o prazer de trabalhar com muitos técnicos e artistas talentosos. Cita por exemplo a oportunidade que teve de trabalhar com Patrik Dupon, então Diretor do Ópera de Paris com quem considera ter aprendido muito. Além da experiência adquirida no Teatro Municipal de São Paulo, Silseu destaca o reconhecimento recebido pelo o Corpo de Baile Cidade de São Paulo, dado não só a ele, mas a todos os técnicos.

Depois disso, Silseu ainda esteve com o Balé Stagium, Grupo Corpo e outros. Teve também experiência na área de show com Paul Simon e Garfunkel, fazendo inclusive uma turnê pela América Latina.

Na área de Teatro, teve como grande amigo e compadre, Paulo Autran. Foi o próprio ator quem o levou para o teatro.

Silseu é casada há 27 anos com Sônia, tem três meninos: Caio com 19 anos, Bruno com 16 e o caçula Lucas com 11 anos.

Sobre o Balé Romeu e Julieta, diz que Prokovief ficaria extremamente feliz de assistir o que o Teatro fez.

"Foi um grande privilégio retornar ao Guaíra, rever os amigos e participar de uma bela produção como Romeu e Julieta", diz orgulhoso. “Sem demagogia, de todos os lugares por onde andei, o único lugar que consegui sorrir foi no Teatro Guaíra".

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Magia no Teatro para o Povo lota os auditórios do Teatro Guaíra.

Nem com o feriadão, que levou boa parte da população para programas fora de Curitiba, o público deixou de lotar os auditórios do Teatro Guaíra, que ofereceu uma programação em que a tônica foi a magia.

Uma hora e meia antes do início dos espetáculos programados para este domingo, 25 de maio, no Teatro para o Povo, longas filas já se formavam nas portas do Guairinha e do Guairão. Além da magia do balé Romeu e Julieta, apresentado em versão pocket no Guairinha, a programação apresentou o espetáculo de mágica do ator e bailarino, Maicon Clenck, no Guairão; a peça “Não Assim Tão Longe”, no Miniauditório, primeiro trabalho da Insólita Companhia de Teatro e “Bolacha Maria - Um punhado de neve que restou da tempestade”, da “A Armadilha Cia. de Teatro”, adaptado de texto literário de Manoel Carlos Karam, no auditório José Maria Santos.

A versão pocket do balé Romeu e Julieta não perdeu em magia e beleza para a versão original e encantou o público que lotou o Guairinha neste domingo. Ao contrário, trouxe todo o espetáculo para mais perto dos espectadores, por ter tido suas dimensões reduzidas para poder ser apresentado em palcos menores. O resultado é que o público pode sentir-se quase que “dentro da cena”, tal a proximidade provocada pelas dimensões menores do palco. Com isso, a coreografia pode ser vista com maior riqueza de detalhes. Mesmo com uma redução considerável, o gigantesco cenário não perdeu em funcionalidade e beleza e a riqueza dos figurinos pode ser vista mais de perto. A ausência da beleza da música e da competência da Orquestra Sinfônica do Paraná é relativamente compensada pelos novos efeitos cênicos provocados pela adaptação.

O Guairão também recebeu um grande público para o espetáculo do ator e bailarino Maicon Clenck, que vem se destacando como um dos maiores ilusionistas do momento. Aparições, levitações e metamorfoses divertiram a platéia que pode apreciar temas e estéticas diferentes dos shows tradicionais de mágica. Com figurinos, coreografias e sonoplastia especialmente desenvolvidos para a produção, os diversos quadros empolgaram sobretudo pela originalidade e beleza cênica, somadas à mistura de ilusionismo e humor que satiriza o mundo virtuoso dos mágicos e a realidade circense brasileira.

Maureen Miranda e Daniel Siwek, atores já conhecidos de outras produções paranaense, criaram a Insólita Companhia de Teatro que apresentou o seu primeiro trabalho, no palco do Miniauditório. A peça “Não Assim Tão Longe” discorre sobre os mistérios do suicídio, utilizando-se dos poemas de Sylvia Plath, a vida da escritora Virginia Woolf e cartas de pessoas comuns levadas ao suicídio.

Manoel Carlos Karam foi um profícuo dramaturgo nas décadas de 70 e 80. Jornalista nascido em Santa Catarina e radicado em Curitiba, teve seus trabalhos apresentados por diversas companhias neste período, nos mais diversos teatros de Curitiba. Seus textos, sempre pejados de muito humor, a despeito da seriedade dos temas, passam pelo absurdo, o surreal e o clichê; varia do lírico ao preto no branco.

O prestígio que vem alcançando junto ao público demonstram que o Projeto Teatro para o Povo, que distribui os ingressos gratuitamente, ocupa espaço de fundamental importância no desenvolvimento cultural da comunidade paranaense.

Fonte: Site Teatro Guaíra

Sobre o espetáculo escreveu Roberto Pereira, crítico de dança do Jornal do Brasil:

“Uma nova versão para o Balé Romeu e Julieta, a partir da obra de Shakespeare, foi escolhida pelo Balé Teatro Guaíra para abrir sua temporada anual. Sem dúvida, trata-se de uma bela oportunidade para se constatar como está a atual situação dessa que é uma das principais companhias oficiais do país e a mais importante e mais antiga do estado do Paraná.

Na verdade, a transformação da obra Romeu e Julieta para a dança foi, desde sempre, uma sucessão de versões para a partitura composta por Prokofiev em 1935. A que nos é apresentada agora foi assinada pelo coreógrafo Luiz Fernando Bongiovanni e carrega consigo marcas de uma contemporaneidade que nos instiga a algumas reflexões urgentes.

Por não haver uma coreografia, digamos, definitiva desse balé, as versões acabam por ser, elas mesmas, traduções de um ideário que seria uma possibilidade de contar essa trama que se tornou tão popular entre nós. Contudo, o que permanece em quase todas as versões é um modo “balético” dessa narrativa, da qual Bongiovanni não escapa ao (re)criá-lo para o Balé Teatro Guaíra.

Esse dado interessa porque permite pensar como a assinatura coreográfica que indicia percursos da dança contemporânea estabelece um diálogo possível com a tradição através do formato cênico escolhido. Em uma palavra: como dança contemporânea se adequa na estratégia narrativa que se estrutura como balé. Como a qualidade de movimentação proposta por Bongiovanni reverbera na necessidade da presença da pantomima, por exemplo, como artifício que garante a inteligibilidade da história.

Na versão que aqui se apresenta, tal adequação titubeia ao longo do espetáculo. E é justamente nos momentos mais icônicos da obra, como a cena do balcão, no primeiro ato, e a última cena do segundo, em que o coreógrafo parece estar em seus ajustes de uma dança que ainda tem como tarefa contar história. Nessas cenas, o que se pode ver é uma economia justa ao que a própria obra Romeu e Julieta já possui como como força dramática, sem se preocupar em evidenciá-la ainda mais. Não à toa, por exemplo, são nessas cenas que que cenário e figurino também se tornam econômicos, numa harmonia completa na cena. Aliás, o acerto no cenário, idealizado por Carlos Kur e Cleverson Cavalheiro, trabalhando antes com índices que apenas propõem ambientes, não encontra eco no figurino por demais exagerado e tão figurativo, e por isso óbvio, de Paulinho Maia.

O mais interessante, contudo, é observar como a companhia está em ótima fase. Todo o conjunto responde satisfatoriamente as desafios propostos pelo coreógrafo, mas alguns merecem menção. Rodrigo Mello, como a ama de Julieta, provou que possui o timing para cômico, abusando da teatralidade. O resultado é uma reação imediata do público. Mas apenas para pensar: o quanto de balé existe nessa atuação? A lembrança, por exemplo da personagem Simone do balé La Fille Mal Gardée, também feito em travesti, torna-se inevitável.

Mas é na atuação preciosa de Alessandra Lange, Como Julieta, e Fábio Valladão, como Romeu, que toda a construção coreográfica se apóia. Nas cenas citadas, como a do balcão e a última do balé, o grau de cumplicidade atingido entre os dois é de um rigor absoluto, pois combina as qualidades inerentes da dança de cada um com a proposta estética de Bongiovanni. O resultado é primoroso.

Assistir a essa versão de Romeu e Julieta é mesmo uma oportunidade para se pensar na relação do balé com a contemporaneidade. Por colocar essa questão de forma tão precisa, Bongiovanni já acertou. Mas contando ainda com o Balé Teatro Guaíra como lugar dessa investigação, tudo ganha uma dimensão maior. E, com certeza, também melhor.

Roberto Pereira”

Fonte: Site Teatro Guaíra

Após ser visto por milhares de espectadores, Romeu e Julieta volta em versão "pocket".

O indiscutível sucesso do balé Romeu e Julieta, apresentado pelo Balé Teatro Guaíra e a Orquestra Sinfônica do Paraná, fez com que o Teatro Guaíra providenciasse uma versão adaptada a palcos menores que o do Guairão, o que amplia as possibilidades de apresentação do espetáculo em diversos espaços.

O público pode ver o resultado da iniciativa na programação do Teatro para o Povo, no último domingo. O balé foi apresentado numa versão “pocket”, sem a participação da Orquestra Sinfônica do Paraná, no palco do Guairinha.

A montagem do balé Romeu e Julieta, com o Balé Teatro Guaíra e a Orquestra Sinfônica do Paraná, alcançou um grande sucesso de público, que lotou as nove récitas do espetáculo, apresentadas no Guairão. A elas compareceu um público aproximado de 17.000 pessoas, que aplaudiu entusiasticamente as performances de bailarinos e a brilhante interpretação da Orquestra Sinfônica do Paraná da música de Sergei Prokofiev, sob a regência do maestro italiano Andrea Di Mele.

Nas bilheterias do Teatro Guaíra longas filas se formaram para obtenção dos ingressos, ao ponto de, em algumas récitas, não ser possível atender a todo o público que desejava assistir ao balé que reuniu uma equipe de mais de 200 profissionais e cujos cenários exigiram 2 toneladas de ferro para sua confecção e os figurinos dezenas de metros dos mais diversos tipos de tecido, além de aproximadamente cinco quilos de miçangas e paetês.

O Centro Cultural Teatro Guaíra disponibilizou um espaço, antes utilizado apenas para a guarda de cenários, para que fosse possível, ao tempo que se montava o cenário, realizar os ensaios das coreografias. A iniciativa possibilitou uma integração maior entre artistas e técnicos, o que contribuiu de forma efetiva para os bons resultados obtidos pela montagem.

Para além dos números, os cuidados com os quais a diretoria do Teatro Guaíra cercou a produção resultaram num evento de alta qualidade. O Coreógrafo Luiz Fernando Bongiovanni, apresentou uma corografia comprometida com a contemporaneidade e que busca envolver o público com a história, através de aproximar os acontecimentos da trama com a vida cotidiana. Para dar acabamento ao espetáculo, no que diz respeito a cenários e iluminação, foram convocado o experientíssimo Carlos Kur, com vários trabalhos em balés e óperas em seu currículo, juntamente com Cleverson Cavalheiro, que comanda a equipe técnica do Teatro Guaíra. A Paulinho Maia, detentor de prêmios regionais e nacionais, foram entregues os figurinos.

A música de Sergei Prokofiev do balé Romeu e Julieta, reveste-se da complexidade que caracteriza o compositor russo, interpretada com toda a propriedade pela Orquestra Sinfônica do Paraná. Para dirigi-la foi chamado o maestro italiano Andre a Di Mele, especialista na obra do compositor.

Uma produção desse porte, só se justifica se beneficiar de forma ampla a comunidade a quem pertence, em última análise, o Teatro Guaíra. Portanto, atendendo à diretriz que tem norteado a atual diretoria do Teatro, o aspecto da inclusão social, no que diz respeito à cultura, foi contemplado de forma ampla. Parte dos ingressos foram destinados a instituições, cujos participantes não possuem normalmente oportunidade de acesso a esse tipo de evento. Assim, alunos de uma escola estadual de Guaratuba, integrantes de projetos sociais da Prefeitura de Pinhais, como o EJAS (estudos para adultos, jovens e adolescentes) e outras instituições ficaram entusiasmados com a oportunidade de ver o que, para eles até então era inédito. Instituições do Estado também foram contempladas. Os funcionários do Porto de Paranaguá vieram em numerosa comitiva, além da Polícia Militar do Paraná haver distribuído convites entre cabos e soldados da corporação.

A Companhia de Saneamento do Paraná – SANEPAR, graças à parceria com o Teatro Guaíra, proporcionou a mais de mil saneparianos a oportunidade de assistir ao balé. Os funcionários elogiaram a iniciativa, destacando a importância de eventos como este para o desenvolvimento dos integrantes do quadro funcional. “Essa oportunidade estendida aos funcionários de outras localidades, fez com que muitas famílias tivessem um momento de lazer inesquecível, que até mesmo pelas condições financeiras seria muito difícil.” (Elisabete Wille, de Ponta Grossa). Já a funcionária Sílvia Beatriz, de Telêmaco Borba, comenta: “Ao entrar no Teatro Guaíra, sentimo-nos pequenos diante de tal grandiosidade. Foi um acréscimo de beleza e cultura para nossos olhos e almas, tudo belo ao extremo, a dança, a música, o figurino. O evento também nos deu a oportunidade de encontrar colegas de trabalho de cidades diferentes... aquelas vozes ao telefone, que colaboram entre si todos os dias, agora possuem rostos e histórias para lembrar.”

Segundo Marisa Vilella, Diretora Presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, “A inclusão social deve ser pensada e promovida em todos os aspectos e a Cultura é parte importante no desenvolvimento da comunidade. Não podemos perder de vista que nas iniciativas de governo, sejam elas quais forem, o acesso da comunidade deve ser contemplado de maneira ampla. Pela resposta do público, das diversas instituições e da comunidade de um modo geral, o balanço é totalmente positivo e nos dá a certeza de termos cumprido com os objetivos aos quais nos propusemos”

Dentro desta perspectiva, o espetáculo foi incluído no Teatro para o Povo, no dia 27 de abril, quando longas filas se formaram e não foi possível atender parte do público.

Com a nova versão “pocket”, há mais uma possibilidade de apresentações do balé, o que certamente atenderá a um número maior de pessoas interessadas em assisti-lo.

Fonte: Site Teatro Guaíra

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Nelsira Aparecida de Assumpção - Roupeira

Há cerca de 4 anos e meio, Nelsira é roupeira do guarda-roupa do Teatro Guaíra. Porém sua história no teatro começou há quase 15 anos. A funcionária fez concurso para limpeza, e durante 10 anos foi com o que trabalhou, até surgir a oportunidade de trabalhar no guarda-roupa.

Nelsira diz que adora trabalhar aqui: “é cansativo, mas muito gratificante”. Durante a época das apresentações (Como do Balé Romeu e Julieta), além de ficar no setor de empréstimo de figurinos, ela se encarrega de deixar todo figurino organizado e em seus devidos lugares, para garantir o bom andamento do espetáculo. Para ela, que é solteira e tem apenas uma filha de 15 anos, o teatro é como uma segunda casa.

A última novidade na vida de Nelsira é sua mudança de roupeira para camareira, que irá acontecer em setembro. Cargo que já está exercendo em viagens que vêm fazendo com o Guaíra 2 Cia de Dança (G2).

terça-feira, 20 de maio de 2008

Nos bastidores do Guairinha

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Romeu e Julieta volta no Teatro para o Povo.

A versão de Romeu e Julieta do Balé Teatro Guaíra e Orquestra Sinfônica do Paraná, além do estrondoso sucesso de público, que lotou o Guairão nas nove récitas apresentadas no final do mês de abril e início de maio, recebeu diversas caravanas do interior. Um dos exemplos, foi a Companhia de Saneamento do Paraná que organizou grupos de funcionários que vieram de Ponta Grossa, Telêmaco Borba e Litoral do Estado. Muitos dos funcionários elogiaram a inciativa, destacando a importância de eventos como este para o desenvolvimento dos integrantes do quadro da empresa. “Essa oportunidade estendida aos funcionários de outras localidades, fez com que muitas famílias tivessem um momento de lazer inesquecível, que até mesmo pelas condições financeiras seria muito difícil.” (Elisabete Wille, de Ponta Grossa). Já a funcionária Sílvia Beatriz, de Telêmaco Borba, comenta: “Ao entrar no Teatro Guaíra, sentimo-nos pequenos diante de tal grandiosidade. Foi um acréscimo de beleza e cultura para nossos olhos e almas, tudo belo ao extremo, a dança, a música, o figurino. O evento também nos deu a oportunidade de encontrar colegas de trabalho de cidades diferentes... aquelas vozes ao telefone, que colaboram entre si todos os dias, agora possuem rostos e histórias para lembrar.”

Essas iniciativas do Teatro Guaíra, em parceria com outros órgão e instituições do Estado, disponibilizando ingressos para quem seria difícil ou até mesmo impossível a aquisição, procuram dar cumprimento ao seu programa de inclusão das pessoas, inclusive funcionários públicos, quanto às diversas manifestações culturais.

Fonte: Site Teatro Guaíra

Romeu e Julieta no Guairinha


Teatro para o Povo - Romeu e Julieta

Dia: Dia 25/05/2008, às 11h
Auditório: Salvador de Ferrante (Guairinha)
Ingressos: Entrada Franca
Postos de Venda: Os ingressos serão distribuídos uma hora antes do espetáculo
Classificação: Livre

A coreografia, em versão contemporânea, foi idealizada por Luiz Fernando Bongiovanni. E os figurinos são de Paulinho Maia. Cenários e iluminação: Carlos Kur e Cleverson Cavalheiro.
Durante as nove apresentações da temporada e no Teatro para o Povo do mês passado, mais de 16 mil pessoas lotaram o Guairão. As longas filas que se formavam a cada seção comprovaram o sucesso da montagem do espetáculo.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Romeu e Julieta na mídia digital

Bem Paraná - Teatro Guaíra apresenta Romeu e Julieta com preço ...
Bem Paraná - Balé Teatro Guaíra estréia “Romeu e Julieta” em 2008
Romeu e Julieta será apresentado pelo Balé Teatro Guaíra ...
Romeu e Julieta - MÚSICA E ARTES - CURITIBA - Guia da Semana
Jornale - Balé Teatro Guaira encena Romeu e Julieta
Romeu e Julieta - Balé Teatro Guaíra -
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Dança, música e teatro estão no cardápio do Guaíra em abril
Romeu e Julieta será apresentado pelo Balé Teatro Guaíra -
Romeu e Julieta em versão contemporânea - Folha de Londrina
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Confira a programação do Teatro Guaíra para o mês de abril Festa ...
Amor e morte em cena - Caderno G - Gazeta do Povo
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Hora H, 16 de abril de 2008
Gazeta do Povo, 02 de abril de 2008
Hora H, 16 de abril de 2008
Gazeta do Povo, 09 de abril de 2008
O Estado do Paraná, 30 de abril de 2008
Gazeta do Povo - 24 de abril de 2008

Espetáculos dos dias 16 e 17 de Agosto de 2008:

GuiaSJP.Com - O portal de São José dos Pinhais
Bonde
Guia Cultural - Colégio Nossa Senhora Menina

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Jornal Comunicação - Jornal Laboratório do curso de Jornalismo da UFPR
Sergei Prokofiev - New Stin Noticias e pessoais
Correio Paranaense
Rádio Ouro Verde FM
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Blog Juliana Rodrigues
Repórter Lumem - Youtube

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segunda-feira, 5 de maio de 2008

O dia seguinte....

Desmontagem do cenário

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O Balé Romeu e Julieta e a versão Teatro Guaíra

O Balé
Romeu e Julieta tem merecido a tenção de alguns dos maiores compositores da história da música erudita. O texto de William Shakespeare tem servido de inspiração para peças de rara beleza que foram escritas por nomes como Tchaikosky, Gounod e Berlioz e constantemente integram o programa das grandes orquestras sinfônicas de todo o mundo. A música desses gênios tem conseguido captar toda a magia e a profundidade do pensamento shakespeareano.

E a obra de Prokofiev consegue expressar com rara propriedade tudo que o universo de Romeu e Julieta encerra como obra social, pessoal, classista e de valor historio, como se o grande compositor russo houvesse sido enfeitiçado pela força de Shakespeare.

Em 1935 Sergei Prokofiev compôs a primeira versão do balé Romeu e Julieta, por encomenda feita pelo famoso Teatro Kirov de Leningrado em 1934. O compositor observou fidelidade total ao argumento de Shakespeare, o que desagradou à direção do Teatro. A duração de três horas da obra e o fato de Prokofiev negar-se a compor uma música nos moldes tradicionais e a dar à história um “final feliz”, fez com que o Kirov recusasse o balé. O Balé Bolshoi interessou-se pela obra que, posteriormente, considerou-a “indançável”. A obra estreou somente em 1938 com o o Ballet de Brno. O espetáculo foi montado por seu Diretor Artístico, I. V. Psota, que também dançou o papel de Romeu, tendo a bailarina Zora Semberova interpretado Julieta. A estréia foi um absoluto sucesso, fazendo com que o Ballet Kirov e o Ballet Bolshoi o incluíssem em seus repertórios posteriormente.

A estrutura original da obra, quem tem aproximadamente três horas de duração, é dividida em quatro atos e dez quadros, seguindo fielmente o roteiro da obra de Shakespeare.

A partir da partitura original, Prokofiev fez três suítes para orquestra, que conservam a unidade e a beleza da do balé completo. Tanto a obra na íntegra quanto as suítes são consideradas composições extremamente importantes dentro do gênero. Isso faz com que a obra faça parte dos programas dos grandes teatros, tanto em sua forma sinfônica quanto sua forma coreográfica.

Apesar do compositor já contar com mais de 43 anos quando compôs o balé, a obra é repleta de uma jovialidade ímpar. Nela pode-se sentir a ousadia imatura de seus personagens, o andamento gracioso de suas danças e paixão frenética dos protagonistas adolescentes, em contraponto com a intransigência os ódios e rancores dos personagens paternos. No balé Romeu e Julieta o gênio de Shakespeare associado ao de Prokofiev nos conduz a um paradoxal estado de tensão associado à beleza da música que envolve a tragédia.

O Balé Romeu e Julieta na Versão do Teatro Guaíra
A montagem do Teatro Guaíra apresenta uma concepção original do coreógrafo Luiz Fernando Bongiovanni, que se caracteriza por afastar-se do tradicional e apresentar elementos que permitam ao público identificar a história com o seu cotidiano. O Coreógrafo se utiliza da simbologia das Parcas*, cuja presença permeia as cenas do espetáculo, como se fossem as reais condutoras do destino.

As concepções de cenários, figurinos e iluminação acompanham a proposta e se traduzem num cenário versátil, concebido por Carlos Kur e Cleverson Cavalheiro, que apesar de constituído por duas toneladas de ferro é manipulado facilmente pelos bailarinos em cena, graças a engenharia da equipe técnica do Guaíra; os figurinos de Paulinho Maia, ricamente confeccionados, não seguem estilo ou época, sendo alguns concebidos propositadamente com uma mistura de elementos capaz de transmitir ao espectador uma mensagem para além do significado do personagem que o veste; a iluminação, também da dupla Carlos Kur e Cleverson Cavalheiro, é extremamente sofisticada e se utiliza, além de uma quantidade considerável de equipamentos, de climas capazes de emprestarem a cada cena vários significados.

A obra foi reduzida para aproximadamente uma hora e meia de duração, das cerca de três horas originais, para que o espetáculo ganhasse em dinamismo e atualidade. O maestro italiano Andréa Di Mele, rege as récitas em que participa a Orquestra Sinfônica do Paraná. O regente foi convidado por ser um especialista em Prokofiev. Segundo ele, apesar da grande paixão que tem por toda a obra do compositor, pela grandiosidade de suas sinfonias e concertos, o balé Romeu e Julieta tem como encantamento específico a magia que Prokofiev conseguiu imprimir à música, transmitindo as emoções da peça de Shakespeare, fazendo com através dela possam ser identificadas a paixão, o amor, a rivalidade, a ternura, o ódio e a raiva. Diz ainda que a sonoridade peculiar da Orquestra Sinfônica do Paraná e o fato desta se adaptar como poucas ao seu gestual contribuem para que se tenha um espetáculo de altíssimo nível.

*As Parcas
Normalmente os indivíduos, desde o começo dos tempos, procuram construir sua existência de acordo com aquilo que julgam fazê-los mais felizes. Entretanto, apesar dessa escolhas planejadas, o imponderável atua, a todo momento, fazendo com que a vida de cada um não transcorra exatamente como o previsto. Todos acabam por vivenciar situações, positivas ou negativas que não foram escolhas.

Em sua mitologia, os gregos atribuíam esse fato ao que chamamos de Destino, representado pela existência da Moiras ou Parcas.

As Parcas eram três irmãs que determinavam o destino tanto dos Deus quanto dos seres humanos. Cloto, Láquesis e Átropos eram mulheres lúgubres que teciam e cortavam o que seria o fio da vida. O tear utilizado era a Roda da Fortuna que posicionava o fio de cada indivíduo no topo ou no fundo, explicando-se assim os períodos de boa ou má sorte. São retratadas como mulheres velhas e severas ou como virgens sombrias

Cloto, que em grego significa "fiar", segurava o fuso e tecia o fio da vida. Atuava como deusa dos nascimentos e partos.

Láquesis, cujo significado é "sortear", puxava e enrolava o fio tecido. Láquesis sorteava o quinhão de atribuições que se ganhava em vida, determinando-lhe também o comprimento da existência. Era a deusa do matrimônio.

Átropos, "afastar" em grego, era a que cortava o fio da vida, determinando seu fim. Era a Deusa da morte.

Como deusas do Destino, as Parcas presidiam os três momentos culminantes da vida humana: o nascimento, o transcurso e a morte.

O significado das parcas e sua atuação aparecem em muitos das obras literárias de diversos autores.

Em Shakespeare vamos encontrá-las em Macbeth, nas figuras das três feiticeiras, que a si mesmo chamam de Parcas. Predizem Macbeth será Barão de Glamis, Barão de Cawdor e Rei. E mais adiante estabelecem as três condições para sua derrota.

Fonte: Site Teatro Guaíra, por César Fonseca

Sobre Prokofiev

SERGEI SERGEIEVITCH PROKOFIEV (23.04.1891 – 05.03.1953)

“A virtude cardeal (ou vício, se preferirem) da minha vida tem sido sempre buscar a originalidade de minha própria linguagem musical. Odeio métodos vulgares. Eu não quero vestir a máscara de ninguém. Quero ser eu mesmo”
Sergei Prokofiev

O som roufenho de um ruído surdo interrompeu a marcha fúnebre de Romeu e Julieta que os poucos amigos presentes ao funeral de Prokofiev tentavam executar num velho toca fitas em homenagem ao compositor, falecido 55 minutos depois de Stalin. A funesta coincidência fez com que o pequeno grupo de 40 pessoas não conseguisse sequer adquirir flores. O funeral do ditador havia exigido todas as disponíveis na cidade. Era o último ato da vida de um gênio da música que, como ele mesmo almejava, pouco teve de comum.

Numa atmosfera onde se respirava cultura e o gosto pelas ciências, nasceu a 23 de abril de 1981 Sergei Sergeievitch Prokofiev. A cidade era a pequena Sontsovka, na bacia do Donets, na Ucrânia. Sergei Alexeievitch Prokofiev, moscovita, e Maria Grigorievna Prokofiev, nascida em São Petersburgo (atual Leningrado), eram os pais daquele que, muito por sua influência, viria a tornar-se um dos maiores gênios da música erudita.

Sergei Alexeievitch era um engenheiro agrônomo com excelente formação em ciências exatas e naturais. Quando jovem, por ser um entusiasta do progresso da razão humana, participou de vários protestos estudantis, pagando o preço de suas convicções progressistas, que manteve até o fim de seus dias. Era homem severo e silencioso, tendo dedicado boa parte de seu tempo a organizar escolas para camponeses em Sontsovka.

Maria Grigorievna nasceu numa família da classe média de São Petersburgo e cultivava em torno de si uma atmosfera simples e cordial. Pianista de razoável talento e excelente professora, residia dois meses por ano em São Petersburgo ou Moscou para aprimorar sua técnica.

Os próprios pais se encarregaram da educação do pequeno Sergei, a quem faziam estudar durante seis horas por dia. A mãe era responsável por sua instrução musical, que era ministrada com muita inteligência, com sessões que não ultrapassavam os vinte minutos diários, sempre num clima de extrema liberdade.

Assim, o gosto do menino pela música aflorava rapidamente. Aos cinco anos compôs sua primeira peça, inspirada em histórias sobre a Índia, contadas pela mãe, chamada Galope Hindu. Aos seis anos já havia composto uma valsa, uma marcha e um rondó; aos sete, uma marcha para quatro mãos. Apreciava as canções populares ucranianas e russas que faziam parte de seus folguedos com os outros meninos da aldeia, mas a preferência sempre foi pela música “séria”, ouvida em sua casa.

Quando tinha oito anos, Sergei foi levado a Moscou pelos pais, tendo a oportunidade de assistir ao balé A Bela Adormecida, de Tchaikovsky, e às óperas Príncipe Igor, de Borodin, e Fausto, de Gounod. O entusiasmo foi tal que o menino disse à mãe: “Quero escrever uma ópera!”. Maria Grigorievna, com a doçura que lhe era natural, explicou ao filho as dificuldades de tal empreitada ao tempo que lhe aconselhou a não se ocupar de projetos impossíveis. Sergei respondeu: “Você verá, você verá!”. Ao cabo de três ou quatro meses, uma ópera de três atos e seis quadros, O Gigante, com libreto e música de sua autoria estava pronta. Um ano depois a abertura As Ilhas Desertas aumentava o seu acervo. Apesar de serem composições infantis, já revelavam seu talento inconteste.

Ao gosto pela música, herdado da mãe, juntavam-se a seriedade no trabalho e o gosto pelo pensamento científico e pela ordem, frutos da influência paterna, marcas reveladoras da personalidade de Sergei Prokofiev.

Isto tudo somado, convenceu os pais da necessidade de Sergei prosseguir os estudos fora de casa.

O talentoso compositor, e influente figura na sociedade moscovita, Sergei Taneyev foi o primeiro mestre de Prokofiev. Depois foi substituído por Reinhold Glière, que foi seu professor de composição entre 1902 e 1904. O mestre foi uma das admirações de Prokofiev por toda sua vida. Nesse tempo, Prokofiev, que tinha o hábito de levantar cedo e ir banhar-se no riacho ainda antes do café, estudava com Glière uma hora por dia, para, em seguida, dedicar-se aos estudos de russo e matemática, sob a orientação do pai, para depois receber aulas de francês e alemão de sua mãe. Prokofiev dedicava suas tardes a andar a cavalo e jogar xadrez. Aliás, ficou conhecido, mais tarde, como um dos grandes aficionados do xadrez, tornando se amigo do grande mestre internacional, o cubano José Raul Capablanca, com quem disputou diversas partidas, algumas registradas em livros especializados. Outra de suas distrações favoritas era realizar longos passeios pelo campo, onde ouvia as melodias populares cantadas pelos camponeses ucranianos, o que seguramente fez do compositor um profundo conhecedor da linguagem musical popular, da qual sua obra reúne inúmeros elementos. Nesta época, compôs várias obras, entre as quais uma sinfonia e a ópera A Orgia Durante a Peste, baseada num texto de Aleksandr Púchkin, autor romântico considerado o maior poeta do país e o fundador da literatura russa moderna.

Em 1904 ingressou no Conservatório de São Petersburgo, estudando sob a orientação dos compositores Rimsky-Korsakov, Anatol Lyadov e Alexander Glazunov. O Conservatório era o centro da corrente nacionalista que se opunha ao ocidentalismo e defendia uma arte autenticamente russa. O espírito rebelde de Prokofiev detestava as limitações escolares. Mas foi nessa escola que conheceu e tornou-se amigo do compositor Miaskovsky, seu colega, que o apresentou à música de Claude Debussy, Richard Strauss e Max Reger, incentivando-o em seu trabalho de compositor e apoiando suas inovações. Prokofiev afirmava-se, pouco a pouco, um artista renovador, contrariando a mentalidade dominante no Conservatório. Suas primeiras obras deste período, como o Concerto nº 1 para Piano, de 1911, e a Suíte para Orquestra, de 1914, fizeram com que angariasse fama negativa como músico contra a linha nacionalista russa.

Mas o auge desse período é em 1913, com o Concerto nº 2 para Piano e Orquestra e sua participação no famoso Concurso Rubinstein de Piano, em 1914. O Concerto nº 2 provocou um verdadeiro escândalo, com o parte da platéia esbravejando em altos brados e vaiando. Prokofiev quebra a tradição do Concurso Rubinstein apresentando-se com uma obra de sua autoria, causando polêmica. Mas, apesar dos protestos e da divisão do júri, acaba vencendo o concurso, sendo reconhecido, a partir daí, como pianista de primeira categoria. Além disso, a celeuma causada por suas primeiras obras alçava-lhe à categoria de criador original e que, portanto, precisava ser levado em conta. Nesse mesmo ano, conclui o curso no Conservatório com as melhores classificações. Sua mãe lhe presenteia com uma viagem ao exterior e Londres é a cidade escolhida por Prokofiev. Em Londres assiste à temporada do balé de Serguei Diaghilev e faz com ele e com o compositor Igor Stravinsky seus primeiros contatos.

Prokofiev permanece na Rússia até 1918, aprofundando seus contatos com a vanguarda artística das mais diversas áreas (poesia, pintura e teatro) e experimentando novas formas de composição.

O compositor saúda a Revolução Russa de 1917 como grande evento. Mas torna-se impossível para ele trabalhar exclusivamente como compositor. No ano seguinte, então, faz uma turnê pelo Japão, se apresentando em Tóquio e Yokohama e depois segue para São Francisco e Nova York, onde é recebido como “o pianista bolchevique”, o que não impede seu grande sucesso. Apesar de ter feito mais sucesso como pianista do que como compositor, alguns importantes produtores musicais se interessaram por sua obra e manifestaram o desejo de gravá-la. Para este fim, Prokofiev compõe Contos de uma Velha Avó e Quatro Peças para Piano, Op.32.

Apresenta em Chicago o Concerto para Piano nº 1 e a Suíte Scythian com um estrondoso sucesso. Tanto que a Ópera de Chicago vai a sua procura para apresentar uma de suas óperas. A única completa que o compositor possuía era O Jogador, baseada na obra de Fiodor Dostoievski, mas cuja partitura havia deixado na Rússia. Completa, então, "O Amor das Três Laranjas", baseada num conto de fadas italiano escrito por Giambattista Basile, que lhe serve de libreto. A ópera estreou em 1921. O êxito foi tão grande que a obra foi repetida em várias partes do mundo.

Após um concerto em Nova York, ainda em 1921, Prokofiev conhece a cantora de origem russo-espanhola Lina Llubera, com quem se casaria posteriormente. Ainda em 1921, muda-se para Paris, onde retoma seus contatos com dois grandes promotores de suas obras: Sergei Kussevitsky, que apresentou em primeira audição muitas de suas peças sinfônicas, e Diaghilev, criador dos Balés Russos e para quem o compositor escreveu várias obras. Experimenta um retumbante sucesso junto ao público de vanguarda da capital francesa: a Suíte Scythian, o balé O Bufão e o Concerto nº 3 para Piano e Orquestra são calorosamente recebidas como obras de grande originalidade. A cidade luz é a grande meca das vanguardas artísticas do início do século XX. As qualidades inovadoras da música de Prokofiev são reconhecidas e exaltadas e sua fama se expande por todo mundo. Nesta época, leva sua mãe, cuja saúde estava debilitada, para sua casa em Mantes-La-Jolie. Lina fica com eles um curto período e vai para Milão para estudar ópera.

Prokofiev foi convidado pelo Governo Russo para voltar ao país e trabalhar com a Filarmônica de Leningrado. Declinou do convite e resolveu permanecer na Europa, indo residir em Ettal, no sul da Alemanha, onde permaneceu em 1922 3 1923, dedicando-se apenas às atividades de compositor. Em setembro de 1923 volta a Paris e se casa com Lina. Novamente em Paris, estreita seus contatos com a vanguarda dos compositores franceses, como Francis Poulenc e Arthur Honegger. No ano seguinte nasce o primeiro de seus dois filhos, Sviatoslav e Oleg, e morre Maria Grigorievna, sua mãe.

Seguiram-se várias turnês. Além de União Soviética, Cuba e Canadá, realiza uma pelos Estados Unidos em 1925 e outra pela Itália em 1926, em companhia de Lina.

A turnê de dois meses e meio na União Soviética, em 1927, lotou as salas de concerto. Foi aclamado como o “herói russo cuja música revolucionária conquistou o ocidente”.

Em 1929, o compositor voltou à URSS para nova turnê. Stalin tinha tomado o poder e as diferenças entre a Europa e a América e o comunismo soviético ficaram muito mais acentuadas. Prokofiev passou a ser visto como burguês e suas composições passaram a ser rejeitadas. O Balé Bolshoi se recusou a montar sua obra Le Pas d’Acier diante da pressão da Associação Russa dos Músicos Proletários.

Três anos depois, o compositor faz sua terceira turnê pela União Soviética. A Associação Russa dos Músicos Proletários havia sido dissolvida e ele volta a ser acolhido pelo público com amor e adoração, reconhecido como um dos maiores compositores russos vivos. Durante essa turnê o governo soviético lhe oferece alguns incentivos, como um apartamento em Moscou e um carro novo, para que volte a residir na Rússia definitivamente. Prokofiev, que sempre conservou sua identidade russa, dessa vez aceita e, depois do longo período passado no estrangeiro experimentando sucesso espetacular, retorna ao país natal para residir em Moscou.

No período que se estende de 1933 e os anos marcados pela Segunda Guerra Mundial, participa intensamente na vida teatral e cinematográfica da URSS.

É nesses anos que Prokofiev compõe o balé Romeu e Julieta e o conto sinfônico para crianças Pedro e o Lobo, obra obrigatória nos concertos didáticos por todo mundo até os nossos dias.

Em 1936, em toda a União Soviética, a arte passou a ser instrumento de propagação da ideologia stalinista em detrimento da estética, em obediência aos cânones do realismo socialista. Novamente caem sobre Prokofiev os rótulos de ocidentalizado, formalista e excessivamente contemporâneo. Cessa o tratamento diferenciado com que foi recebido anteriormente e o compositor é outra vez alvo do desprezo do governo.

Na tentativa de externar seu apoio à ideologia soviética, ao menos publicamente, Prokofiev compõe a Cantata para o 20º Aniversário da Revolução de Outubro e a Cantata Zdravitsa (um tributo a Stalin). Dois anos depois, compõe a ópera Semyon Kotko, baseada na ocupação da Ucrânia pelos alemães, em que os invasores eram retratados como vilões. Mais tarde, fato que o compositor não poderia imaginar, a Alemanha se tornaria aliada da União Soviética. Stalin manda executar Vsevolod Meyerhol, produtor da ópera, e a obra foi excluída do repertório oficial. Prokofiev é impedido oficialmente de sair da Rússia.

Em meio à Segunda Guerra Mundial, em 1941, o compositor se divorcia de Lina e liga-se à poetisa Mira Mendelssohn, que havia conhecido em 1938. Por conta do conflito universal, seus sentimentos patrióticos são avivados e ele inicia a composição da ópera Guerra e Paz, baseada no romance de Leon Tolstoi. A primeira versão é completada no ano seguinte, mas a definitiva só seria concluída dez anos depois.

Nessa mesma época, Prokofiev transfere-se para os confins do Turquestão oriental e se fixa em Alma-Ata, onde se haviam refugiado os cineastas soviéticos, liderados por Sergei Einsenstein. É aí que inicia a composição da música para o filme Ivan, o Terrível, concluída dois anos depois, quando o compositor vai para a Casa dos Compositores, em Ivanovo, onde trabalha em colaboração com Miaskovsky, Shostakovitch e Kabalevesky, além de outros. A colaboração de Prokofiev na obra de um dos mais importantes cineastas de todos os tempos, Sergei Eisenstein, é decisiva. A música composta para Alexandre Nevsky e Ivan, o Terrível, emprestam um acabamento genial aos filmes. Sobre o compositor, diz Einsestein: “As consoantes com as quais Prokofiev assina seu nome (PRKFV) poderiam ser lidas como um símbolo da rígida conseqüência de todo seu talento. Todo o instável, transitório, acidental ou caprichoso foi excluído de sua obra, assim como excluiu as vogais de seu nome. (...) Nada efêmero, nada acidental. Tudo é distinto, exato, perfeito. Por isso, Prokofiev não é apenas um dos maiores compositores de nosso tempo, mas também o mais assombroso compositor de música para cinema.”

Após um ano de um ritmo de trabalho intenso, em 1945 Prokofiev é vítima de hipertensão arterial, a partir do que sua saúde começa a declinar. Contudo, não para de trabalhar e compõe diversas partitura dentre as quais a ópera Um Homem Autêntico. A ópera, juntamente com obras de Shostakovitch, Khatchaturian e Miaskovsky, provoca uma condenação do Comitê Central do Partido Comunista da URSS por “desvios formalistas, tendências musicais antidemocráticas, estranhas ao povo soviético e seu gosto artístico”. Prokofiev obriga-se a escrever uma carta ao Congresso da União dos Compositores Soviéticos, reconhecendo a justeza da condenação.

A partir de 1946 passa a viver em Moscou, em sua vila no subúrbio de Nicolino, sempre compondo intensamente.

O casamento entre soviéticos e estrangeiros fica proibido pelo Soviete Supremo, em 1947, tendo a medida inclusive efeitos retroativos. Com isso o casamento de Prokofiev com Lina é anulado. Um ano depois ele se casa com a poetisa Mira Mendelssohn, que trabalha com ele em várias peças, incluindo as óperas Duenna e Guerra e Paz. Logo em seguida, Linasua ex-esposa, é mandada para um campo de concentração na Sibéria, onde permanece por oito anos, até ser liberada e voltar a Moscou e sair da Rússia definitivamente.

Andrei Zhdanov era o encarregado de impor a implacável censura cultural estabelecida por Stalin. Zhdanov denuncia Prokofiev como cosmopolita e formalista, fazendo com que este, desmoralizado, empreenda algumas tentativas de defesa, mas acabando por pedir desculpas e compondo uma série de trabalhos patrióticos para apaziguar o censor.

Sergei Prokofiev trabalha em ritmo frenético até seus últimos dias.

Ao morrer subitamente de hemorragia cerebral, em 5 de março de 1953, deixa várias obras inconclusas.

Por ter falecido no mesmo dia, 55 minutos depois de Stalin, sua morte só é divulgada pela imprensa alguns dias depois. A única divulgação de que se tem notícia no dia é a da “Voz da América”. Por três dias o povo encheu as ruas e a Praça Vermelha, que era próxima ao local onde residia Prokofiev, para participar das solenidades fúnebres em homenagem ao ditador, impossibilitando o transporte de seu corpo para a União dos Compositores Soviéticos. Era o último empecilho criado pelo ditador ao grande compositor que não pode receber não só as homenagens que lhe eram devidas, mas até as mais simples, como flores para o enterro, posto que haviam sido todas destinadas ao enterro de Stalin.

“É dever do compositor, para servir seus companheiros, embelezar a vida humana e apontar o caminho para um futuro radiante. Este é o código imutável do artista do meu ponto de vista.”

A tragédia escrita por William Shakespeare

A TRAGÉDIA ESCRITA POR WILLIAM SHAKESPEARE

Dados Históricos

Apesar de ser considerada verídica, como tendo acontecido no início do século XIV, a tragédia de Romeu e Julieta é um tema bastante antigo, encontrando-se em obras da literatura grega história semelhante. Matteo Bandello, um escritor italiano do século XVI, que baseava seus temas em textos antigos, adaptou a história que foi traduzida para o francês por Pierre de Boisteau de Launay e posteriormente transposta para a língua inglesa por Artur Brooke, com o título de Tragical History of Romeo and Juliet, publicada em 1562. É nesta versão que Shakespeare vai buscar inspiração para sua história que se tornou uma das mais famosas do mundo. Brooke afirmou certa vez que assistiu à apresentação de uma peça com o mesmo argumento, o que leva alguns estudiosos a acreditar que Shakespeare baseou-se em uma tragédia antiga escrita por Luigi Groto, La Hadriana. Mas esta versão está desaparecida, existindo apenas a tradução de Brooke. Foi representada pela primeira vez em 1596, datando sua primeira edição imprensa de 1597.

Sinopse da Obra
A ação transcorre em Verona, onde Capuletos e Montéquios, duas famílias poderosas, eram inimigas de morte, vivendo em constantes contendas entre seus membros, das quais participavam os senhores e até seus serviçais. Essas querelas tumultuavam a vida dos demais habitantes da cidade. Escalo, Príncipe de Verona, cansado desse ambiente, ao ter que intervir mais uma vez em uma briga entre as famílias em praça pública, declara que, dali em diante, todo aquele que atentasse contra o sossego e a paz da cidade teria como castigo a morte. Romeu, filho de Montéquio, é objeto de preocupação do pai por estar visivelmente mergulhado em profunda melancolia. Benvólio, primo de Romeu, promete a Montéquio que vai procurar descobrir a razão de tal sofrimento. Romeu, apaixonado pela bela jovem Rosalina, sobrinha de Capuleto, que não lhe corresponde, é abordado por Benvólio a quem confessa ser incapaz de aplacar sua dor de amor porque não existe outra mulher tão bela digna de sua paixão. Enquanto conversam, descobrem casualmente que os Capuletos darão uma festa. O primo convence Romeu a ir encoberto por uma máscara à festa, onde poderá comparar a beleza de Rosalina à das outras jovens, para poder constatar que ela não é única. Romeu aceita o conselho e vai à festa. Consegue entrar na casa dos inimigos da sua família e, observando às jovens presentes, se depara com uma de extrema formosura, mas logo se desaponta com a inutilidade de sua nova paixão porque fica sabendo que se trata de Julieta, filha de Capuleto. Entretanto, Julieta também se sente atraída pelo jovem que a observa e, perguntando por seu nome intera-se de que é um inimigo de sua família, com quem o pai nunca permitiria o casamento. Teobaldo, primo de Julieta, reconhece Romeu e denuncia sua presença ao velho Capuleto. Este, respeitador ferrenho das regras de hospitalidade, proíbe Teobaldo de qualquer atitude a respeito.

Absolutamente tomado pela paixão, Romeu consegue penetrar no jardim da casa dos Capuletos, onde, num balcão frente à janela de seu quarto, Julieta confessa às estrelas sua paixão por Romeu. Romeu então revela sua presença à Julieta e, completamente envolvidos pela paixão trocam juras de amor. Por fim, resolvem casar-se. O casamento é realizado no dia seguinte, na cela de Frei Lourenço, amigo de Romeu. O padre franciscano acredita que, com aquele enlace, seria feita a paz entre as famílias.

Ao sair da cerimônia, Romeu se depara com uma briga entre seus amigos Benvólio e Mercúcio com Teobaldo, que estava a procura de Romeu para tomar-lhe satisfação pela sua presença na festa do dia anterior. Teobaldo desafia rudemente a Romeu que não responde à provocação, evitando o confronto com um parente de sua esposa secreta. Mercúcio não entende a atitude de Romeu, julgando tratar-se de covardia do amigo, e aceita o desafio em seu lugar. Benvólio e Romeu tentam apartar a briga entre ele e Teobaldo, mas este fere Mercúcio de morte. Tresloucado com a morte do amigo, Romeu mata Teobaldo. O Príncipe condena Romeu ao banimento. Este se refugia na cela de Frei Lourenço que lhe entrega um anel de Julieta com o recado de que fosse vê-la naquela noite. Romeu atende ao pedido de sua amada, passa a noite em seu quarto , com o nascer do dia,foge para Mântua. Os pais de Julieta, vendo a filha em extrema aflição, julgam tratar-se da dor pela morte do primo e resolvem casá-la com Páris, primo do Príncipe. Julieta vai ao encontro de Frei Lourenço em desespero. Este aconselha a jovem a fingir que aceita o casamento e lhe dá uma poção que fará com que pareça morta, fazendo com que a família lhe providencie o funeral e a coloque no túmulo dos Capuletos, onde Romeu irá a seu encontro, alertado por ele. Julieta toma o remédio, cai em estado de letargia e a família, certa de que a jovem estava morta, realiza seu enterro.

Entretanto, a carta de Frei Lourenço colocando Romeu a par da trama não chega às suas mãos. O jovem esposo fica sabendo da morte de Julieta através de outra fonte e, desesperado, compra um veneno mortal e retorna a Verona. Vai ao túmulo dos Capuletos e encontra-se com Paris que havia ido levar flores para a noiva morta. Trava se uma luta violenta que termina com a morte de Páris. Romeu entra no mausoléu e bebe o veneno e morre diante do que julga ser o cadáver da esposa. Julieta é acordada por Frei Lourenço e vê horrorizada o cadáver de Romeu; percebe caída ao chão a adaga com a qual Romeu havia matado Páris, toma-a e se mata. As famílias chegam e Frei Loureço relata o sacrifício dos jovens apaixonadas, cuja causa é o ódio entre suas famílias. Capuletos e Montéquios apertam as mãos arrependidos, prometendo esquecer as diferenças e celebrar a paz.

Fonte: Site Teatro Guaíra, por César Fonseca

Sobre William Shakespeare

WILLIAM SHAKESPEARE (23.04.1564 - 23.04.1616)

O maior dramaturgo de todos os tempos, William Shakespeare, nasceu em 23 de abril de 1564, na cidade de Stratford-on-Avon, Inglaterra. Sua vida e sua obra têm sido objeto de estudo das mais diversas instituições acadêmicas e científicas de todo o planeta, sem que se tenha, contudo, informações absolutamente precisas sobre elas. Sobre sua infância, por exemplo, sabe-se apenas que foi passada em sua cidade natal e que é filho de John Shakespeare, um bem-sucedido comerciante de lãs e sub-prefeito de Straford, e Mary Arden, filha de um rico proprietário de terras. William foi o terceiro filho do casal que tinha uma prole de oito. William acabou por tornar-se o mais velho, diante do falecimento prematuro dos dois irmãos que o precederam.

Muitos biógrafos sustentam que Shakespeare teve sua educação iniciada em uma excelente escola. Mas, na década de 1570, seu pai experimentou um declínio econômico, tendo consequentemente um desagradável descenso na sociedade, sendo obrigado a tirá-lo da escola. Acredita-se que Shakespeare tenha trabalhado desde muito cedo para ajudar a família, aprendendo, inclusive o abate de animais e o corte de carne bovina. A partir daí, apesar de sempre ter-se dedicado à literatura, não realizou estudos sistemáticos.

Era profundo conhecedor do latim, do grego e do inglês. Além disso, sua obra revela seus conhecimentos da Bíblia, de Homero, de Sêneca e dos grandes renascentistas italianos.

Casou-se com Anne Hathaway, oito anos mais velha que ele. O casamento aconteceu em 1582, quando Shakespeare tinha 18 anos. Anne era filha de um abastado agricultor, o que faz com que alguns biógrafos sustentem que sua intenção era ter uma vida mais confortável ao lado de uma esposa rica. O casal teve três filhos: Susanna, em 1583, e o casal de gêmeos Hamnet e Judith, em 1585. Há especulações que o casamento teria sido forçado pelo clã dos Hathaway, visto que ao se casarem ela já estava grávida. Anne aparece em alguns dos escritos de Shakespeare. No entanto, pouco se sabe sobre sua vida.

Em 1587, Shakespeare viaja sozinho para Londres e dispende todas as suas economias em estalagens, tabernas e teatros. Sobrevive com um emprego de guardador de cavalos, em frente ao teatro de James Burbage, O Globe Theater. Há notícias que nessa época envolveu-se com uma companhia teatral, trabalhando como ator e adaptador de textos.

Mas só existem informações mais concretas a partir de 1591, quando escreve sua primeira obra: “Henrique IV”, seguindo-se algumas de suas obras mais conhecidas como “A Megera Domada”, “Sonho de Uma Noite de Verão” e Romeu e Julieta”.

Neste tempo, a inglaterra vivia os tempos de ouro do reinado da rainha Elizabeth I. Foi o período do teatro elisabetano, de grande importância e que gosava de elevado prestígio entre a nobresa da Inglaterra. O teatro não era apenas assistido, era também lido. As companhias mandavam imprimir os textos e os vendiam. O crescente público leitos fazia com que as peças se tornassem bastante conhecidas.

Prolífero dramaturgo, passou a gozar de elevado prestígio na corte, experimentando grande popularidade o que lhe trouxe em conseqüencia prosperidade financeira.

Por causa peste que assolou a Inglaterra em 1593 e 1594 os teatros foram fechados e Shakespeare escreve “Vênus e Adônis” e “A Violação de Lucrécia” e as dedica a seu amigo e protetor, o conde Southampton, que o havia auxiliado com considerável quantia em dinheiro. A moda dos sonetos estava no apíce na Inglaterra e Shakespeare publicou seu volume de “Sonetos”. Tornou-se um homem rico, sócio do Globe Theater. O teatro não possuía cortina e os personagens que morriam em cena eram retirados por soldados.

O elenco era formado apenas por homens, sendo os papéis femininos representados pelos mais jovens. Talvez este fato colabore para algumas especulações que se fazem sobre a sexualidade do dramaturgo.

Em 1601, seu grande amigo e protetor, o conde Essex, foi executado. Shakespeare passa a meditar sobre a fragilidade da existência humana e escreve suas mais belas tragédias: “Hamlet”, “Otelo”, “Rei Lear”, “Macbeth”, “Tróilo” e “Créssida”. Contudo, escreve ainda comédias e dramas históricos: “As Alegres Comadres de Windsor”, “Timão de Atenas”, “Cimbelino”, “Contos de Inverno” e “A Tempestade”.

Retornou a Stratford-on-Avon, em 1610, desligando-se do Globe Theater, e escreveu sua última obra prima: “Henrique VIII”.

William Shakespeare morreu em 23 de abril de 1616, no dia de seu aniversário. Seus restos mortais foram sepultados na Holy Trinity Church em Stratford-up-Avon. Uma estátua em pose de literário ornamenta seu túmulo. Todo ano, no dia de seu aniversário, a pena que fica na mão direita da estátua é substituída por uma nova. Havia um costume na época de Shakespeare de se esvaziar as mais antigas sepulturas para abrir espaço para as novas. Por isso, há um epitáfio em sua lápide, que anuncia a maldição a quem tocar em seus restos mortais: “Bom amigo, por Jesus, abstenha-se de profanar o corpo aqui enterrado. Bendito seja o homem que respeite estas pedras, e maldito o que remover meus ossos.”

Fonte: Site Teatro Guaíra, por César Fonseca